sexta-feira, 13 de março de 2015

Como salvar meu filho?

Depois deste ultrassom (relatado no post anterior) fizemos um novo no outro dia mesmo...vai que tudo tinha mudado? E era realmente só um pesadelo? Mas não, não era...Mamãe e Papai choraram a sexta-feira toda. Mas resolveram na outra semana arregaçar as mangas e fazer alguma coisas. Mas o quê? Buscar na internet casos parecidos e procurar médicos especialistas nesta área.

Uma indicação aqui e outra ali (seremos sempre grato aos amigos por esta ajuda)...passamos a semana inteira ouvindo médicos, especialistas...até chegar na Medicina Fetal do Hospital das Clínicas, referência na área, e mais precisamente no Doutor Henrique Leite, onde realizamos uma punção na sua bexiga(será que você sentiu uma fisgadinha?Nem doeu né?). De forma resumida e bem leiga: trata-se de uma agulha enorme que perfurou a barriga da mamãe e foi até a sua bexiga onde foram recolhidos 60 ml de urina. O exame mostraria em que estágio estava seus rins e se era possível realizar algum tipo de cirurgia para salvar você.

O resultado ficaria pronto em sete dias, enquanto isso, a mamãe sentia medo, mas também confiança que tudo estava nas mãos de Deus. Eu realmente "Entreguei sua vida para ele".

Enquanto isso mamãe também cuidava de você, do lado espiritual, participando de reuniões de tratamento fluídico, ectoplasmia a distância, cirurgia espiritual com Doutor Fritz e até em cultos na casa de amigos de outras religiões...Afinal, Deus é um só e a confiança nele também. E como eu poderia negar uma ajuda de uma amigo? Uma oração por você?

Um segredinho nosso é que a cada  momento que a mamãe ia ao banheiro ela dizia baixinho : "Hora de fazer xixi junto com a mamãe!"(hoje me pergunto se você dava conta disso? Parei de falar por isso? Você pode querer, mas não sei se com suas limitações é possível?)

A cabeça da mamãe estava confusa, os nervos a flor da pele...um misto de medo e esperança. Será que é possível tanto contraste? Mesmo com toda fé e certeza na providência divida(que seja feito a vontade de Deus e não a nossa), o medo era inevitável. Medo de perder você, de você sentir dor, medo do resultado do exame....e no meio de tudo isso, a fé que transporta montanhas, a esperança de que tudo se resolveria e a vontade, muita vontade te ver bem, feliz e, principalmente, com saúde.

Mas o resultado não foi o esperado...ouvir que você não teria chance de viver foi incalculável, imensurável, indescritível....(não consigo pensar em nenhuma palavra para transcrever o que Eu senti, o que seu Pai sentiu)

Como eu poderia te salvar meu filho? Eu poderia fazer alguma coisa? Confiar em Deus...entregar...aceitar...ceder...

Um dilúvio enchia nosso barco, será que ainda dava tempo de acordar Jesus?


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