sábado, 10 de outubro de 2015

Por quê, junto ou separado?

É impossível passar pela morte de um filho e não questionar Deus, mesmo que por alguns segundos.
Não perguntar por quê? Não perguntar a causa?
É impossível não fazer comparações: com mães, com outras grávidas, com outras histórias de vida...
Sempre tem gente pior. Mas sempre tem gente vivendo algo que eu queria viver...
E as perguntas vieram.
E as idiotices da mente também: a culpa, o remorso, as brigas, o ódio de mim,  a raiva da vida...
A mente que mente.
Vieram também a cobiça, a inveja...Sim, eu sei, é feio.
Mas eu não posso negar que em algum momento do luto eu cometi esses e outros pecados capitais...
Fiz promessas, trocas com Deus...mas nada mudou a minha realidade.
Me achei boazinha, me achei má, forte e, na maioria das vezes, fraca.
Veio o questionamento de onde Deus estava no momento da minha dor.
Como ele permitiu tamanho sofrimento em minha vida?
E as perguntas, os porquês, para quês inundaram minha mente, meu coração...e até me sufocaram evocando, inconsequentemente, choros desmedidos e soluços incontroláveis,
Mas depois que cessam as perguntas e as respostas concretas não chegam...só nos resta criar as nossas respostas. E eu criei as minhas.
E, agora, caminho com fé, tentando aceitar que há algo muito maior que minha inteligência não consegue enxergar.
Foi para crescer? Sim! Mas não tinha outro jeito? Não sei...
Talvez um dia eu encontre as respostas.
Enquanto isso vou lutando com Deus, ficando manca e, mesmo assim, pedindo a benção...

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