Um mês!
Eu pensei que não sobreviveria, mas aqui estou.
Teve dias que pensei que não conseguiria levantar da cama.
Mas aí vieram os recadinhos de amor dos amigos, as ligações e as visitas.
Teve flores, cesta de chocolate e bolinhos.
Teve também os inúmeros cafés da manhã na cama da vovó.
Muitos abraços...mega abraços...daqueles de tirar o pé do chão.
A lembrança do seu olhar, do seu soluço e do nosso amor.
E quando tudo estava tão nublado veio o Gordo e suas bagunças.
Os recadinhos de Deus, as deuscidências de consolo.
As conversas com a terapeuta.
O grupo presencial e online de mães que viveram o mesmo que nos.
O culto no Lar, o estudo do Eurípedes.
O retorno do nosso trio de amigas: Pam e Lydi!
A trilha sonora de todas as tardas regadas de Marisa Monte, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Adriana Calcanhoto, Cidade Negra e até Raça Negra.
Teve um caminhão de leite e o amor do Odete Valadares. E a Eva que recebeu seu leite...
Como foi simbólico doar seu leite para a Eva!
Teve "Scandal", livro de colorir, mandalas e os textos que escrevi pra você aqui no blog.
E a cada pensamento baseado no "e se" muitas, muitas lágrimas...
E teve sonhos, insonias, pesadelos.
Em um mês o mundo perdeu a sua beleza, sua cor e sua alegria.
Mas ele também ficou mais cheio de compaixão, empatia pela dor do outro e gratidão.
E foi tanto, tanto carinho.
E teve "bom dia" todas as manhãs para você: bom dia amor da mamãe!
E um amor transbordante.
Porque de verdade Samuel: o amor é tudo que temos.
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